DOMINGO I DO ADVENTO
L 1 Jer 33, 14, 16; Sal 24 (25), 4bc-5ab. 8-9. 10 e 14
L2 1 Tes 3, 12 – 4, 2
Ev Lc 21, 25-28. 34-36
Iniciamos o tempo de Advento, o qual nos convida a viver na expectativa da vinda do Senhor. A primeira leitura refere-nos claramente «dias virão». Não sabemos quando, mas acreditamos na promessa do Senhor que há-de vir para instaurar a justiça. É importante perceber que o descendente de David trará o direito, a justiça, a segurança, mas isto só se concretizará pois o Senhor é que será a justiça. Assim a justiça para todos não é imposta por opressão, mas por dom e misericórdia.
Advento é tempo por isso que nos convida a levantar o olhar, a não nos fixarmos no que é passageiro, mas descobrir desde já o que aqui na terra é marca do eterno, do que não passa. Ou melhor, fazer passar na nossa vida o que ainda não é de Deus para melhor o podermos aguardar. É assim que São Paulo exortava os Tessalonicenses, a crescer e abundar na santidade, a deixar o coração, a nossa inteligência a viver numa transparência de Deus irrepreensível.
O centro parece estar em descobrir já aqui os motivos para a esperança. No meio das pressas e dos tumultos de sempre do nosso mundo, é a esperança que nos é dada o que nos permite arriscar sinais de beleza e bondade no nosso mundo. A vinda de Deus na nossa vida traz a nossa libertação, daquilo que nos escraviza e oprime de viver na lógica da bondade.
O perigo é deixar-se ficar com um coração pesado, que literalmente significa puxar para baixo, para retirar à nossa vida o olhar da fé das alturas. É o que acontece quando nos tendemos a esquecer da bem-aventurança a que somos chamados. Por isso, deixemos o nosso coração caminhar na liberdade e na esperança maior de Deus. Quem não espera a acção de Deus, fica sem horizonte.
