DOMINGO XXXIV DO TEMPO COMUM
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO
SOLENIDADE
L 1 Ez 34, 11-12. 15-17; Sal 22 (23), 1-2a. 2b-3. 5-6
L 2 1 Cor 15, 20-26. 28
Ev Mt 25, 31-46
A liturgia da Palavra deste Domingo coloca-nos à volta de Cristo Rei, que vem julgar e distinguir, algo a suceder no final dos tempos, onde todos estarão juntos. Neste final vemos cumprir-se o julgamento feito com base no amor, que se traduz em cuidado. Mas antes importa compreender como a escritura para nos fazer entender o Reinado de Cristo como cuidado de bom e belo pastor.
Assim, Ezequiel, na primeira leitura, nos remete para Deus como bom pastor, que havia de cuidar do seu povo, mediante a condução, o repouso, a procura dos que andam perdidos, o cuidado dos feridos e o encorajamento dos fortes; tudo situações nas quais todos nos podemos rever e ver a nossa sociedade. Mas no final destaca-se a justiça, como nota distintiva daquilo que fica do caminho que cada um percorre.
É próprio do governo entender o poder como cuidado - algo que o hebraico expressa como radah (governar, dominar, cuidar) - missão especial do rei, que recebe o poder de Deus e o deve exercer para o bem-estar de todos e não o seu em primeiro lugar.
É este o poder de Cristo, que serve a humanidade com a sua vida, para nos fazer justos, cuidadosos e atentos aos que nos rodeiam, identificando-se Ele com os mais pequeninos. É isto aqui que vemos ser também aplicado no juízo final. As perguntas do Senhor sobre o cuidado aos outros prendem-se com as necessidades humanas básicas: fisiológicas (fome, sede), de segurança e proteção (abrigo e o vestuários), e de cuidado e caridade (visitar os doentes e os presos). Em todos os casos há assimetria entre quem dá e nada espera receber.
Viver assim implica ter a consciência de que o dom da nossa vida tem uma segurança maior, que se apoia no amor divino, de Cristo que morreu e ressuscitou por nós. Neste sentido, a ligação entre ação e contemplação será sempre inseparável.




