DOMINGO XXX DO TEMPO COMUM
Verde – Ofício do domingo (Semana II do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória Credo, pf. dominical.
L 1 Jer 31, 7-9; Sal 125 (126), 1-2ab. 2cd-3. 4-5. 6
L2 Hebr 5, 1-6
Ev Mc 10, 46-52
O evangelho deste Domingo faz-nos passar por Jericó, onde ouvimos o clamar de Bartimeu por Jesus. É particularmente significativo que a primeira leitura do livro do profeta Jeremias nos aponte para um regresso. Assim, Deus promete, por meio do profeta Jeremias, o regresso do Povo de exílio onde se encontravam, quando o exílio ainda está no seu início. O texto de Jeremias não refere que o regresso será conquistado pela força do Povo: antes enumera o regresso do coxo, do cego, da mulher já foi mãe e que vai ser mãe; ou seja, será um regresso que não virá por meio da mão do homem poderoso, mas do poder de Deus, ele o autor da liberdade e do regresso à pátria.
Jesus encontra o cego Bartimeu às portas da cidade de Jericó, quando iniciaria o caminho de subida para Jerusalém. É no ponto baixo da terra, sinal da condição humana mais calcada, que vemos surgir estes clamor disruptivo. É este homem que clama por Jesus para regressar do exílio da cegueira para poder ver o caminho a percorrer. No final do caminho que Jesus percorre no Evangelho segundo Marcos, onde vimos rostos a passar pelo caminho, a não perceber o caminho onde estavam e o homem rico até recusar o caminho, este cego mostra-nos que teve de ser curado para entrar no seguimento de Jesus, tendo-se libertado do manto que seria o seu bem mais importante com que se cobriria (cf. Dt 24, 13). Diante de Deus só podemos estar em humildade.
O cego Bartimeu é para nós sinal do reconhecimento profundo de que Jesus é a verdadeira luz do caminho. Neste caminho somos convidados todos a entrar, mediante a profundidade da vida em Cristo, da necessidade da graça de Deus para mudar e poder ver a presença de Deus nos acontecimentos do mundo.


