DOMINGO IV DO ADVENTO
L 1 Miq 5, 1-4a; Sal 79 (80), 2ac e 3b. 15-16. 18-19
L2 Hebr 10, 5-10
Ev Lc 1, 39-45
Neste quarto Domingo de Advento olhamos o mistério da celebração do Natal, já com o rosto de Maria, que confia e entrega a sua vida à vontade de Deus. Creio que as três leituras nos permitem vislumbrar três "sim's" presentes nesta liturgia.
O primeiro sim é o da humildade da pequena localidade de Belém, cuja pequenez surge como berço para o salvador de Israel. Já assim tinha sido para o Rei David, assim o é também para Jesus, que na maior simplicidade assiste ao nascimento do salvador. A humildade, longe de ser pobreza material, é espaço para deixar a vida crescer e se alargar para acolher todos. Neste Rei vemos a promessa do cuidado por todos e da paz oferecida.
O segundo sim é o de Cristo, segundo a visão da carta aos Hebreus. Neste relato alegórico do Mistério da Encarnação, o Verbo de Deus assume a humanidade, como resposta total no dom de si mesmo ao Pai para ser o nosso sacerdote. Cristo nasce e entrega a sua vida ao Pai para nossa salvação, pelo elevar da nossa humanidade até Deus. No coração deste dinamismo está o sim à vontade de Deus, em quem somos convidados a dar o nosso sim.
É neste sim de Cristo que vemos o último sim: o sim de Maria, dado desde o início da sua existência. Maria confia e entrega a sua vida; mas nesta leitura Maria torna-se símbolo do anúncio do Evangelho, cujos pés ultrapassam os montes da distância para levar a alegria e a presença de seu Filho aos demais. Ontem, hoje e sempre, Maria aparece como cooperadora na salvação da humanidade pelo anúncio do seu Filho. Nela podemos caminhar igualmente sobre as dificuldades para continuar a testemunhar o nascimento de Jesus. Com Ela podemos aprender a acreditar que Deus cumpre tudo aquilo que promete à humanidade e a cada um.
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