DOMINGO III DO ADVENTO
L1: Is 35, 1-6a. 10; Sal 145 (146), 7. 8-9a. 9bc-10
L2: Tg 5, 7-10
Ev: Mt 11, 2-11
O terceiro Domingo do Advento, também chamado da alegria, é vivido neste ano A em torno da esperança que precede a vinda do Messias. Isaías descreve-nos este Messias como inaugurador de esperança em virtude da cura que volta a colocar em relação, em alegria, louvor, canto e beleza. Assim, este Messias não se apresenta como ameaçador, mas libertador e amigo da humanidade.
É em virtude da estupefação com esta forma de Messias, que João envia os seus discípulos a inquirir Jesus. Face ao rigorismo de João Baptista, Jesus apresenta-se como portador de uma bondade, que o evangelho descreve com os seguintes verbos: ver, andar, curar, ouvir, ressuscitar e anunciar. É uma descrição em aumento que traduz desde a abertura mais pessoal até à missão, depois da ressurreição.
Esta atitude de João é porém para nós importante: perguntar para compreender e poder ouvir de Palavra da salvação, próprio de quem se vê como discípulo. E assim acontece a entrada de João Baptista no Reino dos Céus.
De facto entrar no Reino dos Céus significa viver com a radicalidade de João, «o maior dos Filhos de Mulher». Todavia, o caminho do Reino dos Céus não significa viver nas condições extremas de vida de João, mas sobretudo reconhecer-se como dependente do próprio Deus, na atitude de criança que reconhece que precisa de Deus. Assim, mais do que ter disciplina, importa ser disciplinado de coração ao jeito de Jesus.
Ao vivermos como filho de Deus, a nossa meta leva-nos a enfrentar as contrariedades na esperança da manifestação de Deus, com a mesma confiança do semeador que lança a semente na esperança desta frutificar e alimentar a humanidade, como recorda São Tiago. A esperança da vinda de Cristo torna-nos capazes de lançar caminhos novos, com realismo, para deixar germinar a os frutos da presença do Senhor.

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