DOMINGO XIV DO TEMPO COMUM
L 1 Ez 2, 2-5; Sal 122 (123), 1-2a. 2bcd. 3-4
L2 2 Cor 12, 7-10
Ev Mc 6, 1-6
A liturgia da Palavra deste Domingo apresenta-nos como Deus nunca desiste do Seu Povo. Ele próprio envia o profeta, o anunciador da Palavra, apesar da resistência do Povo em escutar e, sobretudo, em querer mudar de vida. Desta forma, Ele permanece fiel, valorizando a grande dignidade humana subjacente, não desistindo de nós, mesmo quando persistimos no erro e na indiferença.
Trata-se, por isso, de uma forma de ser de Deus que envia não algo, mas alguém em tudo semelhante, mas a quem foi dada uma autoridade formada pelo alimento da Palavra interiorizada, alguém que, de algum modo, foi tocado por Deus. Notemos, todavia, que o anunciador é frágil, como vemos em São Paulo. Assim, existe uma igualdade entre o anunciador e aqueles a quem ele se dirige, sendo ele mesmo testemunha, mas não infalível, nem um herói. Aquele que anuncia a Palavra permanece sempre frágil, também necessitado de purificação e, sobretudo, de confiança no poder de Deus, pois a missão é de Deus.
Por fim, existe algo que é necessário em todo o processo de evangelização: a Fé. Já nos últimos domingos temos vindo a ouvir Jesus falar da falta de fé dos discípulos. Agora são os da sua pátria, aqueles que o viram crescer, que, no seu preconceito, compreendem a força das palavras, mas não aceitam nem acreditam no mensageiro. Achando que tudo já sabem, nada conseguem saber e, sobretudo, não conseguem mudar de vida.
Mas a missão é imparável. O desejo de Deus de chegar a todos faz Jesus deixar os da sua terra e sair para fora, para ir ao encontro daqueles que nunca ouviram falar do Pai e da vida nova. Assim, a missão apresenta-se como:
- Dom de Deus;
- Testemunho da experiência de Deus e confiança na Sua Graça;
- É necessário ser sustentada no amor de Deus, e o acolhimento da Palavra necessita da fé para a vida mudar;
- Imparável: o anunciador vive da saída de si e dos seus esquemas.
Assim, a missão pressupõe um coração humilde e simples, para se tornar verdadeiramente viva.

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