Friday, 13 August 2021

A nova arca da Aliança é Maria!




DOMINGO XX DO TEMPO COMUM

ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA – SOLENIDADE

L 1 Ap 11, 19a; 12, 1-6a. 10ab; Sal 44 (45), 10. 11. 12. 16
L2 1 Cor 15, 20-27
Ev Lc 1, 39-56


Celebramos neste Domingo a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu. Nesta proclamação dogmática acreditamos que a Virgem Maria, no final da sua vida terrestre, participa já plenamente, em corpo e alma, da vida divina. Ela, que foi concebida sem pecado original, é a primeira criatura a participar da vida divina. Assim é imagem da Igreja, ou seja, sinal a que a nossa vida é chamada a participar. 

Maria é a na Igreja vista como a nova "Arca da Aliança". Como a Antiga Arca levava os dez mandamentos que Deus havia dado ao Seu Povo em sinal da libertação do Egipto, Maria é a nova Arca da Aliança, que nos traz Jesus Cristo. O sinal que o livro do Apocalipse descreve, aponta-nos para a Mulher, precedida pelo aparecimento da Arca da Aliança. Sabemos que esta mulher é sinal da Igreja; mas também sabemos, como ensinava Santo Ambrósio e o repete o Concílio Vaticano II, que a Mãe de Deus é a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo (cf. LG 63). Olhar para Maria é descobrir a vida que nos está prometida por Deus. Assim o vemos nesta leitura do livro do Apocalipse, que depois da chegada da mulher, vem o Filho que traz a salvação. 

É importante olharmos para a vida da Virgem Maria e aprofundar o que significa participar da Vida da Igreja. Em Maria descobrimos a experiência da Salvação, Ela que ouvia e acolhia a Palavra de Deus na sua vida. A salvação acontece pela Graça de Deus, quando nos deixamos orientar e vivificar por Deus. 

Em Maria, vemos que este acolhimento não se traduz numa passividade "pietista"; Maria é a mulher que atravessa a montanha, como sinal de Deus, e que por viver em Deus, onde chega se pode fazer a experiência da salvação; esta dimensão missionária, que pode levar auxílio material, leva e gera alegria. 

Maria é ainda a mulher que lê a história de maneira distinta do dos ganhos ou perdas humanos. Maria lê a história a partir do olhar de Deus: nesta leitura, humildade e mansidão, misericórdia de Deus e alegria são realidades indissociáveis e que se implicam mutuamente. 

Olhar a Virgem Maria é contempla-la como mulher da Graça, descentrada de si por amor de Deus; transfigurada por Deus, hoje Ela olha por nós como Mãe, que nos assiste e auxilia como é próprio de quem é sinal de Deus. 

  


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