DOMINGO XXI DO TEMPO COMUM
L 1 Jos 24,1-2a.15-17.18b; Sal 33 (34),2-3.16-17.18-19.20-21.22-23
L2 Ef 5, 21-32
Ev Jo 6, 60-69
A liturgia deste Domingo faz-nos concluir a leitura do discurso do Pão da vida, orientando-se para a profissão de fé de Pedro em Jesus. Como é sabido, todo o IV Evangelho é escrito com o objetivo de levar a humanidade a acreditar em Jesus como Filho de Deus.
Este texto é enquadrado pela pregação de Josué ao Povo, em que desafia o Povo a escolher a que Deus quer servir: se o dos pagãos do deserto, se o dos amorreus, da terra que agora ocupam, se o Deus de Israel. Não sendo demasiado apressado, professar a fé no Deus de Israel significa que se é capaz de ler a história que se viveu e encontrar aí os sinais de que foi Deus quem os guiou, renunciando às imagens esteticamente belas que veriam dos ídolos dos outros povos.A mesma dinâmica se descobre no Evangelho deste Domingo. Jesus dirige-se agora aos discípulos, àqueles que andavam com Ele e que o seguiam. São estes que agora ficam escandalizados com o anúncio de Jesus dar a comer a sua carne e a beber o seu sangue, e que o abandonam; só ficam os Doze, sendo que pela voz de Pedro, Jesus é apresentado como sentido de Vida e possuídor de Palavras de Vida Eterna.
Acreditar que Jesus se faz alimento para aqueles que nele acreditam é um dos grandes mistérios da nossa fé, sendo sinal do amor do nosso Deus, que tudo faz para que o possamos conhecer e nos guiar nos difíceis caminhos da vida. Jesus leva ao extremo este amor de Deus, que se abaixa, assumindo-se como servo da nossa humanidade, e daqui fazendo-se Pão para nós.
É desta forma de agir de Deus, que nunca deixando de proclamar a verdade, se faz servo para que a humanidade cresça; é para esta lógica de relação que os cristãos são chamados a viver, no serviço mútuo. Esta porém só pode acontecer se no coração dos crentes estiver o fogo do amor de Deus.

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