DOMINGO VI DA PÁSCOA
L1: At 15, 1-2. 22-29; Sal 66 (67), 2-3. 5. 6 e 8
L2: Ap 21, 10-14. 22-23 ou Ap 22, 12-14. 16-17. 20
Ev: Jo 14, 23-29 ou Jo 17, 20-26
A liturgia deste Domingo, no VI Domingo da Páscoa, traz até nós alguns dinamismos da vida da Igreja e sobretudo da presença dos cristãos no mundo.
A primeira leitura coloca diante de nós um dos primeiros problemas com a comunidade cristã se deparou: a necessidade de manter a prática da antiga aliança da circuncisão. Este problema resolvido sem pressas humanas, é levado à reflexão dos apóstolos, e mediante a comunhão entre todos e com a luz do Espírito Santo, se indica que na nova aliança de Cristo, a antiga prática já não se aplica tal como era; o próprio Paulo exortará mais tarde que a circuncisão agora é a do nosso coração.
Mas é também significativo nesta leitura como existe a consciência entre todas as Igrejas da fraternidade. É assim que os apóstolos tratam os cristãos de Antioquia, como irmãos. Esta consciência nasce do dom de Cristo na força do Espírito Santo pelo mesmo baptismo. Os cristãos - e todos os que vivem de acordo com a recta consciência - pertencem por isso à mesma cidade, como nos lembra o livro do Apocalipse, onde Deus é a luz e o Cordeiro é a sua lâmpada, ou seja, o meio pelo qual a luz nos chega.
Esta luz é o amor de Deus, que habita nos nossos corações, pelo Espírito Santo. É Ele que reza em nós e nos traz a paz e a alegria. A paz e a alegria do Espírito são diferentes das do mundo; estas não passam nem alienam de nós nem dos outros, porque estão cheias de amor de Deus. Estas também não têm apenas origem em nós; são-nos dadas e fazem-nos verdadeiros filhos de Deus, frágeis, mas muito amados.

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