ASCENSÃO DO SENHOR – SOLENIDADE
L1: At 1, 1-11; Sal 46 (47), 2-3. 6-7. 8-9
L2: Ef 1, 17-23 ou Hebr 9, 24-28; 10, 19-23
Ev: Lc 24, 46-53
A liturgia deste Domingo coloca diante de nós uma dupla narração lucana, em que lemos o texto do evangelho e o texto dos Actos do mesmo autor. A escrita deste relato não é, nem pretende ser neutra, mas levar ao reconhecimento de Jesus como Messias Misericordioso de Deus.
Vemos neste relato do Evangelho uma narrativa que volta a associar a paixão e a ressurreição de Cristo, mas que agora lhe acrescenta a necessidade do anúncio do arrependimento e o perdão dos pecados, como elemento novo. Traduz para nós um aspecto essencial da libertação que Jesus opera, a de libertar das correntes que impedem de amar.
Esta missão coloca-se-nos com dois olhares nesta liturgia. No Evangelho vemos uma Igreja que acolhe a benção e louva o Senhor na expectativa da vinda do Espírito, enquanto retorna a Jerusalém. No livro dos Actos, são mesmo os homens vestidos de branco que enviam os apóstolos, de volta a Jerusalém, para acolherem o Espírito Santo. Mas quer um texto quer outro anunciam a missão como universal, de um Deus que não se restringe a um Povo, mas impele, com a força do Espírito Santo, a nossa vida a comunicar aos outros a mais importante notícia.
A Ascensão, em que celebramos o modo como a nossa humanidade entra no Mistério de Deus, é sinal para nós da nossa meta: a plena comunhão com Deus. Esta Esperança de Amor norteia a nossa vida para um testemunho que chama a nos desinstalarmos para sair de encontro de todos os que precisam de conhecer o anúncio do perdão e da liberdade de Cristo.

No comments:
Post a Comment