DOMINGO XIV DO TEMPO COMUM
L1: Is 66, 10-14c; Sal 65 (66), 1-3a. 4-5. 6-7a. 16 e 20
L2: Gal 6, 14-18
Ev: Lc 10, 1-12. 17-20 ou Lc 10, 1-9
A liturgia deste Domingo coloca diante de nós a expectativa da alegria. Alegria que não é fruto de uma compra, mas do encontro da paz com Deus. A primeira leitura, do profeta Isaías, proclama a alegria de Jerusalém, que como uma mãe acolhe os seus filhos, não apenas como crianças mas homens graúdos, a voltarem à pátria e a serem tratados novamente como filhos, a serem novamente consolados. Não se trata evidentemente de um regresso a uma infantilidade, mas à chegada de um meta que o coração humano anseia e deseja, ainda que muitas vezes lhe faltem as palavras para o expressar e dizer.
Este quadro de chegada a Jerusalém é o contexto em que nos é dado ouvir o Evangelho. Nesta grande seara, onde é preciso semear e colher, vemos como Jesus envia 72 discípulos, número coincidente das nações conhecidas da terra. É sinal de que a esta Jerusalém é Nova e destina-se a toda a humanidade e deixa de significar apenas uma Jerusalém terrestre, mas é sobretudo uma pátria espiritual, onde a paz e a alegria podem acontecer pelo anúncio e acolhimento da pessoa de Jesus Cristo. É Ele o autor da missão que os discípulos proclamam.
Este Evangelho coloca-nos, também sobre o prisma de Paulo, que a missão de anunciar Jesus Cristo é essencial na vida cristã e não é facultativa. De facto, o Reino de Deus está perto e todos o podem alcançar, embora seja sempre essencial o papel dos anunciadores, cuja vozes façam ressoar a verdadeira palavra. Para todos a meta é a mesma. É o encontro com Cristo libertador e acolhedor na casa do Pai, onde encontraremos a consolação eterna.

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