DOMINGO XXXIII DO TEMPO COMUM
L1: Mal 3, 19-20a; Sal 97 (98), 5-6. 7-8. 9
L2: 2 Tes 3, 7-12
Ev: Lc 21, 5-19
Na nossa tradição Cristã, o dia do Senhor é o Domingo, o qual, para nós cristãos, é o dia que assinala a ressurreição de Cristo. O Domingo é o dia central de todo o ano litúrgico, onde semana após semana, somos chamados a nos alimentarmos de Cristo ressuscitado presente na Eucaristia.
A liturgia deste Domingo inicia com a profecia de Malaquias, que nos apresenta o dia do Senhor com o acento de uma manifestação forte do nosso Deus. Para nós cristãos este Sol de Justiça é Cristo, que vem revelar o coração de todos. Todavia, não podemos, no contexto da revelação Cristã, de salientar a última vinda de Cristo, onde nos encontraremos face a face com Deus. No fim da vida vida terrena, seremos julgados no e pelo amor, pela forma como deixamos que a nossa existência fosse ou não cada vez mais transparência de Deus. Assim, a esperança futura norteia a nossa existência e acção desde já!
Esta consciência é especialmente sublinhada na segunda leitura, onde São Paulo encontra alguns entre a comunidade cristã de Tessalónica, que dada a suposta eminência da vinda de Cristo se alheiam de um trabalho comprometido, ocupando-se em futilidades. Importante lição de Paulo, que nos recorda que a atividade humana se dirige em função dos outros, o que reveste o trabalho humano de singular dignidade.
O Evangelho retoma a consciência da vinda de Cristo, mas alerta para os cristãos não se deixarem encher de medo pelas contrariedades. Antes de tudo existe a vida de todos os dias, onde somos chamados a dar testemunho de Cristo para além de todos os terramotos, guerras e perseguições nos toquem. No meio das lutas o que permanece é o bem e o amor de Deus, que nos fazem caminhar.
No nosso tempo - como em todos os tempos - coexistem duas atitudes diametralmente opostas: ou a procura pela revelação de eventos extremos ou a ideia de um relativismo, em que tudo vale. O nosso testemunho, sustentado pela graça de Deus, é o caminho onde antes de mais enfrentamos os males e nos é dada a oportunidade como dom de testemunharmos o amor de Deus. Saibamos responder com largueza de coração a Deus que nos chama em cada dia.

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