DOMINGO XXXI DO TEMPO COMUM
L1: Sab 11, 22 – 12, 2; Sal 144 (145), 1-2. 8-9. 10-11. 13cd-14
L2: 2 Tes 1, 11 – 2, 2
Ev: Lc 19, 1-10
"E por nós homens, e para nossa salvação..." Deus, em Cristo Jesus, revela a sua misericórdia, derramando sobre nós a força do seu perdão. Esta consciência que já vemos presente no Antigo Testamento, é descrita neste trecho do livro da Sabedoria de forma exemplar que Deus se compadece, sustenta a vida e nos quer afastados do mal.
O Evangelho deste Domingo evidencia a realidade da misericórdia de Deus, onde Deus procura o homem, nesta narrativa da vida de Zaqueu. Toda esta dinâmica de encontro faz-nos compreender o desejo profundo de um homem com ânsia de ver quem era Jesus, ou seja, conhecer a sua identidade e forma de estar. A sua baixa estatura, real ou simbólica, leva-o a subir a um sicómoro, árvore de folhagem densa, onde poderia observar e ver sem ser visto.
A lógica de Jesus é distinta. Ele responde à ânsia de Zaqueu e não só se deixa observar, como o olha, procurando e convidando-o a descer do lugar escondido para se fazer íntimo da vida deste homem. Sinal de um amor que responde a um desejo de coração inexprimível. É neste reconhecimento que Zaqueu descobre a sua dignidade e sustenta a sua conversão, reparando o mal cometido e decidindo-se a se orientar por uma via nova.
Não deixa de ser pertinente como esta atitude de Jesus causa estupefação na multidão, que apenas vê o que se passa de fora, ao que é factual, sem entrar na dinâmica do coração de Deus.
Este apelo de Jesus continua hoje a acontecer e facilmente no meio de uma multidão de próximos, mas não íntimos de Jesus, homens e mulheres se pode tornar obstáculo para aqueles que se querem aproximar. Assim é fundamental a experiência que Jesus proporcionou a Zaqueu, a de ser olhado e procurado por Cristo, em resposta ao desejo de Deus que habita cada homem.
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