DOMINGO II DO TEMPO COMUM
L 1 Is 49, 3. 5-6; Sl 39 (40), 2 e 4ab. 7-8a. 8b-9. 10-11ab
L 2 1Cor 1, 1-3
Ev Jo 1, 29-34
A liturgia da palavra deste Domingo coloca-nos a reflectir sobre a identidade do Messias, o que nos implica a compreender a natureza da relação que cultivamos com Jesus Cristo.
Isaías apresenta o Messias como um servo, que é chamado para ser testemunha de Deus. Todavia, este não é um servo apenas que falará de algo, mas cujo testemunho implica viver como luz das nações, ou seja, alguém que se apresenta como renovador e que destapará uma nova luz oculta para quem não o conhece. Assim, o Messias vem com a missão de salvar, de levar a que as multidões e todas as nações, possam nele encontrar uma nova forma de viver.
É esta a imagem do Messias que Jesus Cristo traz e que a Igreja anuncia desde o seu início. Reparemos que não se trata de proselitismo, mas de uma nova forma de vida, algo que está presente desde os alvores da Igreja, como evidencia a Primeira Carta aos Coríntios, dirigida àqueles que foram santificados em Jesus Cristo, àqueles gentios - não-hebreus- que se viram transformados por conhecerem a pessoa de Jesus Cristo.
O Evangelho, segundo S. João, relata-nos a apresentação de Jesus por João Baptista. Não deixa de ser pertinente que João diga que não conhece Jesus Cristo, ele que era seu primo. Trata-se por isso não de apenas saber o nome de Jesus, mas sobretudo de um conhecimento que só pelo Espírito Santo nos pode ser dado, com a liberdade de Deus e a abertura do nosso coração.
Este conhecimento faz-nos reconhecer Jesus como Talyá, uma palavra aramaica que significa ao mesmo tempo, servo, cordeiro, filho e pão. Jesus serve cada homem e mulher na entrega da sua vida, ao assumir a nossa fragilidade como o Cordeiro que tira o pecado do mundo, que vive como Filho na comunhão do Pai e nos ensina a ser filhos de Deus, e que se faz pão para nosso alimento.
O nosso seguimento de Cristo não pode ser apenas uma imitação de vida. É um acontecimento novo, no qual somos introduzidos pelo amor, derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo, e que nos transforma para vivermos com os mesmos sentimentos de Cristo Jesus. Este amor torna-nos únicos e irmãos uns dos outros.

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