Friday, 13 February 2026

Uma vida nova até ao coração

DOMINGO VI DO TEMPO COMUM


L 1: Sir 15, 16-21 (15-20); Sl 118 (119), 1-2. 4-5. 17-18. 33-34
L 2: 1Cor 2, 6-10
Ev: Mt 5, 17-37 ou Mt 5, 20-22a. 27-28. 33-34a. 37


Estamos a celebrar este Domingo na continuidade do Sermão da Montanha, na subida com Jesus ao monte alto. É neste lugar que Ele se demora a ensinar os discípulos e, neste contexto, nos abre novos horizontes, para além de uma prática de virtude apenas aparente.

Nova Lei

Jesus é radical. Não vem negar o Antigo Testamento nem a Lei, mas vem abri-la e levá-la à sua plenitude, mostrando que esta também envolve o nosso coração e a nossa disposição interior; toca, até ao mais fundo, a nossa forma de amar.

É uma nova forma de sabedoria, como nos aponta S. Paulo, que vem do Espírito Santo. Uma sabedoria que não nasce apenas do saber, mas da forma como se ama, porque o Espírito revela em nós o amor de Deus.

 

“Foi o que foi dito aos antigos… e o que Eu vos digo.”

“Foi o que foi dito aos antigos… e o que Eu vos digo.”: É esta expressão que Jesus repete e que traduz numa dimensão fraterna, conjugal e social.

Na relação com o outro é importante ser correto, mas é ainda mais importante não usar de sobranceria, reconhecendo-o como igual e nunca como inferior. Também o outro, mesmo na relação conjugal, deve ser cuidado e nunca reduzido a objeto em função do prazer ou benefício que possa trazer; a fidelidade constrói-se no amor vivido no dia a dia. E, por fim, não são os artifícios de palavras que garantem a verdade, mas a sinceridade: a manipulação do outro ou o silêncio agressivo não constroem comunhão, mas separação. A nossa linguagem deve ser simples e verdadeira: sim, sim; não, não.

 

Praticar e ensinar

A nossa missão é praticar e ensinar, diz Jesus no Evangelho. Ensinar torna-se mais fácil quando se pratica o bem. A primeira leitura falava-nos da escolha do bem. Nem sempre é fácil escolher o bem; porém, é sempre errado escolher conscientemente o mal, seja qual for o motivo. Outras vezes, é difícil optar pelo bem, mas é esse caminho que edifica e constrói cada um de nós à semelhança de Deus.

Que a graça de Deus nos dê a força para evitar o mal e optar pelo bem, aderindo a Ele de coração, em comunhão com o Espírito de Deus. 

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