DOMINGO VI
DO TEMPO COMUM
L 1: Sir 15, 16-21 (15-20); Sl 118 (119), 1-2. 4-5. 17-18. 33-34
L 2: 1Cor 2, 6-10
Ev: Mt 5, 17-37 ou Mt 5, 20-22a. 27-28. 33-34a. 37
Estamos a celebrar este Domingo na continuidade do Sermão da Montanha, na
subida com Jesus ao monte alto. É neste lugar que Ele se demora a ensinar os
discípulos e, neste contexto, nos abre novos horizontes, para além de uma
prática de virtude apenas aparente.
Nova Lei
Jesus é radical. Não vem negar o Antigo Testamento nem a Lei, mas
vem abri-la e levá-la à sua plenitude, mostrando que esta também envolve o
nosso coração e a nossa disposição interior; toca, até ao mais fundo, a nossa
forma de amar.
É
uma nova forma de sabedoria, como nos aponta S. Paulo, que vem do Espírito
Santo. Uma sabedoria que não nasce apenas do saber, mas da forma como se ama,
porque o Espírito revela em nós o amor de Deus.
“Foi o que foi dito
aos antigos… e o que Eu vos digo.”
“Foi o que foi dito aos antigos… e o que Eu vos
digo.”: É esta expressão que Jesus repete e que traduz numa dimensão fraterna,
conjugal e social.
Na relação com o outro é
importante ser correto, mas é ainda mais importante não usar de sobranceria,
reconhecendo-o como igual e nunca como inferior. Também o outro, mesmo na
relação conjugal, deve ser cuidado e nunca reduzido a objeto em função do
prazer ou benefício que possa trazer; a fidelidade constrói-se no amor vivido
no dia a dia. E, por fim, não são os artifícios de palavras que garantem a
verdade, mas a sinceridade: a manipulação do outro ou o silêncio agressivo não
constroem comunhão, mas separação. A nossa linguagem deve ser simples e
verdadeira: sim, sim; não, não.
Praticar e ensinar
A nossa missão é praticar e ensinar, diz Jesus no
Evangelho. Ensinar torna-se mais fácil quando se pratica o bem. A primeira
leitura falava-nos da escolha do bem. Nem sempre é fácil escolher o bem; porém,
é sempre errado escolher conscientemente o mal, seja qual for o motivo. Outras
vezes, é difícil optar pelo bem, mas é esse caminho que edifica e constrói cada
um de nós à semelhança de Deus.
Que a graça de Deus nos dê a força para evitar o mal e optar pelo bem, aderindo a Ele de coração, em comunhão com o Espírito de Deus.
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