Saturday, 13 June 2020

Fomos eleitos




Ex 19, 2-6a
Rom 5, 6-11
Mt 9, 36 – 10, 8

A fé nasce da convicção de que fomos eleitos, de que antes do desejo humano de nos aproximarmos de Deus, existe uma acção de Deus que se torna familiar connosco. O Deus bíblico revela-se como salvador, e é desta comunicação que se forma da identidade de um Povo. A estes Ele os constitui com uma missão de ser sacerdotes, ou seja, cuidadores e elevadores da realidade que os rodeia.

A Eleição que Jesus faz dos apóstolos é a continuação deste dinamismo. Jesus convoca e elege os apóstolos para a colheita na messe, pois Deus já previamente semeou o seu amor. É esta a humanidade a que a Igreja se dirige: Deus já actuou e derramou o Seu amor, cabendo agora a missão à Igreja de elevar e ajudar a reconhecer a nossa profunda ligação com a fonte. É nome desta descoberta que os apóstolos são capacitados para as mesmas acções de Jesus: curar, sarar, expulsar os espíritos impuros e ressuscitar. 

Nesta realidade entramos pela fé, dom dado a que reconhece que Deus continua a actuar em mediações dos nossos dias. Daqui todos nós precisamos de receber. E se não dermos de graça o que recebemos, depressa o voltaremos a perder. 

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