Saturday, 27 June 2020

Renunciar, abrir e ressuscitar



A lógica da vida que contemplamos nas leituras deste Domingo colocam em evidência caminhos de discernimento. O refrão do Evangelho: " quem não renunciar,...., não poderá ser meu discípulo" parece enunciar realidades castradoras ou opressoras. Está aqui em causa a liberdade de vida, de que quem coloca o centro da vida na radicalidade da entrega. Não é desprezar, é procurar a ordem para a vida poder caminhar. 

Bem centrado, no que toca aos afectos de outrem e ao amor próprio, por se descobrir no amor maior de Deus, o cristão, na sua fragilidade -boa porta para permitir a entrada de Deus - consegue abrir-se a tudo o que o rodeia, aos outros, à Criação e a Deus. Quem a nada renuncia, nada vive.

Neste caminho entra-se pela lógica do baptismo. Morrer para si, para se deixar ser levantado (e nao levantar-se por si), para se abrir a uma nova forma de vida, marcada pela cruz, sinal de morte e vida, sinal da vida de Cristo. Já sabemos que "se morremos com Cristo, também com Ele viveremos" (Rom 6, 8). Não nos deixemos e esforcemos para não deixar ninguém morrer só, sem a consciência do Amor de Cristo.

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