Friday, 8 January 2021

filhos no Filho de Deus




DOMINGO do Batismo do Senhor


L 1 Is 42, 1-4. 6-7; Sal 28 (29), 1-2. 3ac-4. 3b e 9b-10
L 2 At 10, 34-38
Ev Mc 1, 7-11

Assinalamos o baptismo do Senhor como o terceiro momento da Epifania, ou seja, da revelação de Jesus como Filho de Deus que vem para nos salvar. O primeiro diz respeito à manifestação feita aos Magos, o segundo no templo, na consagração do primogénito ao Senhor, e o terceiro no momento do Baptismo em que o Pai revela Jesus como Filho de Deus.

Este momento está precedido da acção de João, a quem acorrem as pessoas para serem baptizadas com vista a serem perdoados os pecados. Mas João sabe que é apenas aquele que prepara o caminho, que não é digno de "desatar as correias das suas sandálias". Aqui podemos ver a imagem da humildade, mas também, de acordo com a história bíblica, descobrir que o acto de desatar as sandálias tem conotação esponsal. Assim, o esposo da humanidade e da Igreja é Jesus e não João (cf. A. Couto, Quando Ele nos abre as escrituras. Ano B, p.157-158). 

Jesus entra na nossa humanidade e podemos até dizer que se coloca na fila dos pecadores à espera de ser baptizado. No seu Baptismo está o sinal de santificação das águas nas quais havíamos nós de ser baptizados. Ele aceita mergulhar até ao limite da nossa fragilidade para se constituir como mediador entre nós e o Pai. Por Jesus, somos feitos Filhos adoptivos de Deus, na entrega total que faz de si ao Pai. 

O profeta Isaías carateriza de forma muito bela a missão do Messias. Este não vem para acabar de sancionar, mas é chamado para levar a justiça - palavra repetida por quatro ocasiões na leitura que ouvimos - às nações. Não a justiça do castigo, mas do resgate e do ensinamento para construir com uma luz nova. 

O Baptismo do Senhor é ocasião para nos ajudar a discernir como vivemos a nossa condição de filhos adoptivos de Deus e que significado tem a paternidade de Deus na nossa vida. É viver na presença do Mistério de Amor, alicerçados em Jesus Cristo, para deixar brilhar em nós a força do Espírito Santo. É deixar e procurar viver na presença de Deus, que nunca deixa de nos amar e continuar procurar a nossa libertação. Deixemos a luz de Deus revelar-se em nós para a humanidade. 

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