DOMINGO IV DO TEMPO COMUM
L 1 Deut 18, 15-20; Sal 94 (95), 1-2. 6-7. 8-9
L 2 1 Cor 7, 32-35
Ev Mc 1, 21-28
A liturgia deste Domingo manifesta-nos a promessa pela boca de Moisés - Messias - de um novo profeta como ele. Este profeta seria portanto um profeta que iria iniciar uma nova aliança. No contexto do livro do Deuteronómio, a centralidade é clara à volta de um lugar de culto, do templo de Jerusalém. Neste livro se volta a sublinhar o lugar da aliança que Deus celebrou com o povo Hebreu. No contexto que o ouvimos, este lugar agora é Jesus, o novo templo de Deus, em quem vemos o rosto do Pai.
Jesus vem anunciar as palavras do Pai e fazer de nós templos da sua morada. E assim pelo baptismo, a nossa vida fica chamada a ser reflexo do seu amor. Para isto acontecer é necessário deixar que a Palavra de Deus entre em nós e crie raízes e possa rebentar até frutificar na transformação dos critérios que nos guiam.
Não fazemos apenas porém na lógica de uma moral imposta; a moral, sem ser secundária, é segunda, diz a Comissão Teológica Internacional. Primeiro está sempre o chamamento de que Deus nos ama e faz sentir o seu amor pelas Palavras que chegam do seu coração paterno, pela boca do Seu Filho Jesus.
Assim vemos a missão de Jesus que vai a Cafarnaum, lugar de importância elevada no tempo de Jesus. E diante da história do Povo de Deus, o grito do endemoninhado é tão mentiroso. Jesus tem tudo a ver com cada um, pois Ele vem para ser a Palavra do amor do Pai. Ele desce à nossa condição para nos fazer subir com Ele, caminhando na esperança do Encontro final com o Pai e na entrega de vida em cada dia.
Na autoridade de Jesus, vemos a sua revelação de Salvador para nós. Ele manifesta o seu poder sobre o mal para nos fazer entrar no Reino de Seu Pai. Que a sua Palavra vá entrando em nós e possa expulsar de nós o mal, de modo a reconhecer quanto o amor de Deus nos quer.

Obrigada Pe João, pela linda e importante reflexão. Santa noite e bom fim de semana. Abço
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