DOMINGO II DO TEMPO COMUM
L 1 1 Sam 3, 3b-10. 19; Sal 39 (40), 2 e 4ab. 7-8a. 8b-9. 10-11
L 2 1 Cor 6, 13c-15a. 17-20
Ev Jo 1, 35-42
A vocação, longe de ser uma realidade para uns escolhidos, diz respeito a todos nós. Assim o ouvimos em relação a Samuel, chamamento repetido por três vezes ao profeta, que ainda não estava iniciado no encontro com Deus. É o próprio sacerdote com quem ele vive que dá ao jovem as palavras da resposta a Deus. Realidade importante esta: a de ensinar a rezar, a falar com Deus, realidade que precisa de ajuda e que responde ao profundo anseio humano de encontro com Deus.
Do mesmo modo, o Evangelho coloca João Baptista a apontar Jesus como o Cordeiro de Deus, dado que leva os seus discípulos a seguirem o novo Mestre. À procura dos discípulos, Jesus convida a entrar na sua casa e a ficar um dia de cada vez na sua presença. Lugar de intimidade e partilha de vida, lugar crescimento e amizade. É neste ambiente que os discípulos descobrem a sua verdade e identidade e correm a buscar outros para conhecerem o mestre. É que que Simão recebe o seu novo nome, como Pedra, lugar de refúgio.
Começa-se logo a ver que Jesus dá pelo nome de cada um a missão a que o designa. Pedro será o símbolo da Igreja, lugar de reunião e refúgio para as multidões que desejam aprender a voz de Deus, a integrar-se num novo corpo e sociedade, a reproduzir a casa do Mestre.
É desta nova casa que se aprende também uma nova vida, que foge da imoralidade de objetificar os outros, aprende que o corpo é lugar de relação e templo onde a pessoa se encontra com Deus.
A liturgia deste domingo faz-nos recordar o lugar da vocação na nossa vida. Somos chamados a viver abertos à relação com o Pai na casa de Jesus que nos ensina a partilhar o pão de cada dia. Desta lógica só pode resultar um coração aberto e compassivo aos irmãos, que se dispõe a testemunhar a vida que leva dentro.

Obrigada Pe João. Bom Domingo
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