DOMINGO VII DA PÁSCOA
ASCENSÃO DO SENHOR – SOLENIDADE
L 1 At 1, 1-11; Sal 46 (47), 2-3. 6-7. 8-9
L2 Ef 1, 17-23
Ev Mc 16, 15-20
Celebramos neste domingo a festa da ascensão do Senhor. A ascensão do Senhor é um momento cheio de sentido na vivência do Mistério da Salvação da humanidade. Deus faz-se homem em Jesus Cristo, e nele se faz servo até dar a vida para a salvação de cada um. Em Jesus ressuscitado está a revelação de que Deus venceu a morte; na sua ascensão, é revelado o sentido o sentido da vida da humanidade, chamada a viver a vida em comunhão com Jesus Cristo. Fica a história a soar um tom de suspense de quem aguarda o dom do Espírito Santo, Aquele que torna possível a vida da fé.
A carta aos Efésios fala-nos de três realidades para as quais somos chamados: a esperança, a herança entre os santos e o seu poder sobre os crentes. Com efeito, a vida ganha sentido quando estamos atraídos por uma realidade última do que quando somos empurrados pelo peso das responsabilidades e dos dias. A nós, crentes, é-nos revelado que devemos trabalhar para responder ao grande amor com que fomos amados, como íman que orienta e nos atrai sem cessar, não para um vazio, mas para uma família de santidade, para uma família de caridade plena.
Muitos criticam que a concepção da vida eterna pode alhear da vida de cada dia. A fé vive pela caridade que se concretiza em presença no mundo que nos rodeia. Podemos estar de olhos no céu, mas temos os pés no chão da vida; é já aqui e agora que começa a acontecer o regresso do Senhor em cada irmão, em cada pobre seja do que for, que clama por amor. É o próprio Cristo que nos recorda que "aquilo que o fizemos ao mais pequenino, a Ele o fizemos".
É por isso que agrafado à ascensão já está o envio missionário dos discípulos, enquanto espera a vinda do Espírito Santo. Os discípulos são enviados a ir, a sair do seu mundo pequenino para anunciar a todos o amor de salvação de Deus e a formar comunidade mediante o baptismo, todos aqueles que acreditam. Primeiro o anúncio e só depois o baptismo, o que não pode deixar de interrogar a acção da Igreja hoje nos nossos dias. A certeza da nossa acção acontece mediante a presença de Jesus Cristo, no Espírito Santo, que vivendo já na glória do Pai, promete acompanhar e fortalecer na missão todos e não apenas alguns que dão testemunho do seu amor.

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