DOMINGO XXXII DO TEMPO COMUM
L 1 Sab 6, 12-16; Sal 62 (63), 2. 3-4. 5-6. 7-8
L 2 1 Tes 4, 13-18 ou 1 Tes 4, 13-14
Ev Mt 25, 1-13
Celebramos este domingo, no qual, parece-me, a Palavra de Deus nos aponta o lugar especial da sabedoria na nossa vida. Assim se iniciava a primeira leitura, do livro da Sabedoria, dando-nos conta de que a sabedoria é um dom de Deus, perene mas profundamente dinâmica e bondoso. E como todos os dons que vêm de Deus, ela faz-se encontrar quando o procuramos, ou seja, quando procuramos sintonizar na vida com a Verdade e Bondade.
Para nós cristãos, esta sabedoria, tem um nome e é o Verbo de Deus Encarnado, Jesus Cristo. É Ele o verdadeiro esposo da humanidade, que assume as nossas vidas para as elevar até Deus. Mas nós também temos que querer ser elevados. E é precisamente isto que vemos narrar-se no evangelho, neste relato de um casamento no qual participam 10 virgens. Notemos que o texto é omisso quanto à noiva e não há tradição no Antigo Testamento de poligamia no casamento, à exceção da era patriarcal, e nunca nestes números.
Como sempre no texto bíblico, esta situação não é casual, mas intencional. E aqui podemos ler a Igreja, a Nova Jerusalém, como a noiva que se prepara para o casamento e em que o noivo é o Cordeiro de Deus (Ap. 21). Portanto, as virgens representam todos os crentes, toda a humanidade, que caminha ao lado da noiva, e da qual se alegram e procuram iluminar a ida e seu redor.
O apelo à sabedoria encontra-se aqui: a termos e cuidarmos para ter a lâmpada acesa, num mundo de inesperados, a sabermos alimentar a nossa vida com o azeite da perseverança e da esperança do encontro definitivo do Reino dos Céus. Este azeite alimenta-se da oração e das obras boas e belas que povoam a nossa vida e iluminam o nosso olhar para ver mais longe.
O desafio é tremendo, mas belo e sempre apoiado na graça de Deus, que recebemos por meio da Igreja: a não desanimarmos nunca do encontro final. É ele que orienta a nossa vida, onde o amor há-de preencher tudo em todos, como exortava Paulo para animar os Tessalonicenses. E este horizonte torna-nos profundamente presentes em cada dia para amarmos de corpo inteiro o nosso próximo.

No comments:
Post a Comment