DOMINGO V DO TEMPO COMUM
L 1 Jb 7, 1-4. 6-7; Sl 146 (147), 1-2. 3-4. 5-6
L 2 1Cor 9, 16-19. 22-23
Ev Mc 1, 29-39
O sentido antigo da palavra evangelho apresenta-se como uma boa nova, uma boa notícia, que provinha de alguém com autoridade e relevo. Como tal, aqueles que transmitiam esta boa nova, não o faziam como algo que provinha de si, mas procuram ser fiéis ao que recebiam. No caso de Jesus, o Evangelho apresenta-se como um mandato de pregação, que é acompanhado por sinais de cura daqueles que sofriam de doenças e de algum mal. É assim que vemos o Senhor curar a sogra de Pedro, a qual fica capacitada para viver o serviço, à semelhança da vida de Jesus. É precisamente por causa disto que Jesus não deixa o mal dizer quem Ele é: não basta saber quem é Jesus, sob pena de se ficar apenas na parte de fora do mistério da sua vida. Jesus é figura à qual aderimos com vida, com sentimentos e não apenas com um conhecimento noético, superficial.
Ele é a porta pela qual entramos numa nova forma de vida, que vive do anúncio proclamado que quer chegar a todos, que quer passar em todos os lugares vizinhos, sobretudo naqueles em que existe sofrimento.
O evangelho é chave importante para tocar o coração dos que se sentem desanimados, como Job, que vivem o dilema dos limites da vida e do sofrimento. É a confiança da ação de Jesus, que na sua Palavra nos acompanha e fortalece para nos inserir no mistério da Sua vida. Também aqui, não se trata apenas de saber, mas de vida experimentada. Aliás é este o drama de Job: as palavras dos amigos que tentam encontrar causas para o seu sofrimento nada resolvem; apenas a experiência de Deus volta a devolver o sentido do dom da sua vida.
O anúncio da Palavra é por isso uma missão essencial, da essência, da Igreja. Ou há ou se entala a vida da Igreja. É um serviço vivido à imagem de Cristo e esperado por tantos, mesmo aqueles que não têm consciência disso. É a experiência de Paulo, que tocado por Cristo, passa a viver focado na missão que lhe é confiada para evangelizar. Como tal, este anúncio é um serviço de caridade para o bem da humanidade, de liberdade e serviço à imagem de Cristo. Neste sentido, existe uma expressão atribuída (embora sem certeza) a São Francisco de Assis que sintetiza este dinamismo: "Anunciai sempre o evangelho e se for preciso usai palavras".
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