Friday, 27 March 2026

A vida de Jesus Cristo em nós

 DOMINGO V DA QUARESMA

L 1: Ez 37, 12-14; Sl 129 (130), 1-2. 3-4ab. 4c-6. 7-8
L 2: Rm 8, 8-11
Ev: Jo 11, 1-45 ou Jo 11, 3-7. 17. 20-27. 33b-45


A vida de Cristo em nós

Estamos em caminhada para a Páscoa. Neste ano litúrgico, o Ano A, fazemos o caminho das leituras que acompanham os que vão ser batizados em idade adulta, os catecúmenos, onde pudemos meditar em Cristo como Água Viva e, depois, como Luz do Mundo. Neste Domingo, vemos Cristo como Ressurreição e Vida.

O episódio da morte e ressurreição de Lázaro marca para nós um sinal da vida de Jesus Cristo que vence a morte.

Significado de morte

A morte de Lázaro sinaliza, antes de mais, para cada um de nós a morte humana, a qual é vencida pela ressurreição de Cristo. Mas a primeira leitura alarga o nosso horizonte para nos fazer compreender que são vários os túmulos que se podem colocar no nosso caminho: o nosso egoísmo, a nossa indiferença, as nossas injustiças, enfim, o nosso pecado. E o pecado só pode ser perdoado por Deus, pois este conduz à morte espiritual. Mas, para isso, necessitamos de acreditar em Jesus Cristo, pela virtude do Espírito Santo.

Acreditar

Acreditar em Jesus Cristo, tal como Ele diz a Marta e a Maria, não é apenas um sentimento religioso; é aderir com a vida a um Deus que nos ama; é acolher a vida no Espírito que Cristo nos dá. É fazer a experiência de que a ressurreição começa já aqui, de que se foi perdoado por amor. É a força da fé em Deus, como vemos na vida de Maria, que transforma a realidade. São Paulo apresenta-nos a vida da fé como a vida inserida no Espírito, própria de quem acolhe o Espírito de Deus e não se centra apenas nas suas próprias forças, capacidades ou técnicas. 

A novidade do Cristianismo está na fé na ressurreição que transforma a vida. A cruz e a ressurreição manifestam-nos o amor de Deus que vence a nossa morte e todas as outras nossas mortes.

Acreditar é abrir-se à misericórdia de Deus, a qual nos faz reconhecer os nossos pecados, mas também confiar no seu amor. Nós acreditamos que Deus se compadece, como ouvimos neste Evangelho — o único que nos apresenta Jesus a chorar. E assim, o Deus invisível capaz de se compadecer, que tantas vezes nos refere o Antigo Testamento, torna-se visível em Jesus Cristo. 

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