DOMINGO V DO TEMPO COMUM
L 1 Job 7, 1-4. 6-7; Sal 146 (147), 1-2. 3-4. 5-6
L 2 1 Cor 9, 16-19. 22-23
Ev Mc 1, 29-39
Somos frágeis. Quer fisicamente, quer moralmente. Assim nos mostra a nossa experiência, algo que também atravessa toda a história do povo bíblico. E talvez o testemunho desta fragilidade seja também a maior credibilidade da Palavra de Deus. O Povo escolhido por Deus não é engrandecido, mas muitas vezes revelado fraco, infiel, medroso e pecador. A sua herança e a sua identidade vem-lhe não dos seus grandes feitos, mas de Deus que os escolhe e os ama.
Assim o testemunho do livro de Job, figura bíblica que alude ao homem justo que sofre, ou então ao homem que "estaria cansado de viver". Será o mesmo Job, incapaz de encontrar amparo nos amigos, a descobrir que é a acção de Deus que o cura.
Assim vemos a acontecer a acção de Deus que anuncia a Palavra, palavra que depois cura aqueles que o ouvem. Aqui não basta apenas saber a resposta certa. A missão do anúncio de Jesus deseja levar aqueles que o ouvem a abraçar o seu estilo de vida. Diante da porta da casa de Pedro está toda uma cidade que acredita na acção de Jesus. A fazer parte desta cidade estou eu e tu. À Igreja cabe a missão de abrir a porta para que haja espaço de encontro com Jesus. Grande missão a da Igreja, porta que vai até ao nosso coração aberto às dificuldades deste mundo.
O desejo de Jesus não se fica porém no sucesso das curas. A missão exige, ao ritmo do coração do Pai, sair e ir ao encontro das restantes aldeias, aos que vivem longe, sinal de que a missão de Jesus passará sempre por se fazer próximo e anunciar o amor do Pai.
A urgência do amor do Pai ser conhecido é imparável. E daí a missão sem fim de Jesus.

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