DOMINGO III DO TEMPO COMUM
L1: Ne 8, 2-4a. 5-6. 8-10; Sal 18 B (19), 8. 9. 10. 15
L2: 1 Cor 12, 12-30 ou 1 Cor 12, 12-14. 27
Ev: Lc 1, 1-4: 4, 14-21
Neste Domingo III do temo comum dedicamos especial à acção da Palavra de Deus e vemos a apresentação de Jesus. O livro de Neemias apresenta-nos a cena da primeira proclamação da Palavra de Deus após o retorno de 70 anos do exílio na Babilónia. Vemos um Povo que se engalana para ouvir a Palavra de Deus, escutando a acção libertadora de Deus nos seus antepassados, reavivando a memória, e deixando que a presença de Deus aconteça no hoje deles - e de nós também. Nesta escuta profunda o Povo experimenta a saudade associada à alegria, também ordenada e vivida na forma da comunhão familiar e cuidado com os mais pobres. Aí está a Palavra de Deus não só a cuidar da nossa espiritualidade, mas a convocar a solidariedade com os outros.
O Evangelho retoma o anúncio da Palavra de Deus feito em Jesus Cristo, Verbo de Deus encarnado. Lucas propõe-se a a contar os factos da vida de Jesus e a liturgia de hoje apresenta-nos o início do ministério de Cristo. Jesus, revestido pela força do Espírito Santo, nas suas origens e mediante aqueles que o conhecem, melhor, os que o viram crescer e trabalhar, apresenta-se como enviado de Deus e apresenta o programa da sua missão: anunciar a boa nova, ou seja, não apenas uma boa notícia, mas uma mensagem de alta autoridade, proclamar a libertação, curar e trazer a bênção e a paz. Reparemos que todo o programa da vida de Cristo é acção em favor dos outros, de serviço que levará até ao fim em nome da libertação de cada um.
Não pensemos todavia que esta mensagem seja acontecimento de ontem. A Palavra de Deus é viva e acontece hoje, mediante a nossa escuta humilde, em que Jesus Cristo, mediante a força do Espírito Santo, volta a falar a cada um. Esta Palavra volta a cumprir-se hoje, mediante o seu anúncio, no coração de cada um.
Na escuta da Palavra, Paulo convoca-nos para a realidade do Corpo místico de Cristo, onde cada um ocupa o seu lugar e onde todos são necessários. A Palavra chama-nos a uma forma de vida de serviço pelos outros à imagem de Cristo, de cuidado por todos. Talvez aqui recordemos as Palavras de Santa Teresinha do Menino Jesus, quando na procura do seu lugar na Igreja se encontrou com este texto de Paulo. Daqui e da parte seguinte surge-nos um critério fundamental para discernir a nossa acção e lugar: em tudo deve estar o amor.
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