Friday, 14 January 2022

As bodas de Caná: passagem para a alegria




DOMINGO II DO TEMPO COMUM


L1: Is 62, 1-5; Sal 95 (96), 1-2a. 2b-3. 7-8a. 9-10ac
L2: 1 Cor 12, 4-11
Ev: Jo 2, 1-11 

A liturgia desde Domingo coloca diante de nós o terceiro episódio da Epifania, as bodas em Caná. A liturgia da palavra apresenta o capítulo 62 do profeta Isaías que narra o amor de Deus que salva Israel, segundo a imagem de uma noiva elevada a rainha e que promete encontrar em Israel a causa da sua alegria. Esta esposa é hoje a Igreja, segundo a imagética do livro do Apocalipse 12, da mulher coroada no céu que dá à luz um filho varão. Embora a fé nos revele a santidade da Igreja, a nossa adesão a Cristo é sempre frágil, necessitada da força da Igreja, cujo Corpo integramos. Só assim podemos testemunhar a alegria de viver como crentes. 

É a alegria que entra em cena no episódio das Bodas de Caná. Se superficialmente se compreende vergonha de faltar vinho num casamento, o que ameaçava a festa, o significado teológico vai muito mais longe e aponta-nos o diálogo entre a Mulher e o verdadeiro Esposo da humanidade, Cristo. É Ele que transforma as talhas de água usadas para a purificação, segundo a lei de Moisés, para o vinho em abundância da alegria e da festa do amor de Deus. Não deixa de ser interpelante o papel de Maria, como intercessora atenta, às necessidades daquela boda. Talvez possamos dizer que em Maria, Mãe da Igreja, encontramos ainda a mesma acção para com os homens e mulheres de hoje. 

Se no centro da vida da Igreja está Cristo, nós pertencemos  ao seu Corpo como membros plenos pelo Baptismo e na fidelidade confiante de Filhos de Deus que vivem da misericórdia de Deus. Este Corpo é constituído por muitos membros, que visam não apenas o próprio bem, mas a edificação e serviço dos outros; neste âmbito é importante a vocação, chamamento feito a todos para uma forma de vida específica que sempre se concretiza em amor e desejo de ir mais longe.  



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