DOMINGO do Batismo do Senhor
L1 Is 40, 1-5. 9-11; Sal 103 (104), 1bc e 2b-3a.3bc-4.24-25.27-28.29-30
L2: Tit 2, 11-14; 3, 4-7
Ev: Lc 3, 15-16. 21-22
O domingo que inicia o tempo comum é o mesmo que finda o tempo de Natal. É momento de Epifania, da manifestação de Deus, agora como o Filho de Deus muito amado.
A liturgia deste Domingo é enquadrada pelo relato de Isaías, do livro da consolação, que convida à aplanar os caminhos do Senhor, eco recente escutados no tempo de Advento; mas o texto aprofunda e mostra que Deus vem como pastor, cuidar dos que ficam para trás e guiar o Povo de volta a Jerusalém. Não deixa de se mostrar como significativo como em Deus a recompensa o precede; a fé é começar a gozar já aqui do amor de Deus, da esperança da vida eterna que se inicia agora. E de maneira especial, esta precedência acontece pelo baptismo na vida da Igreja.
Pela graça de Deus, como nos recorda a Carta a Tito, somos constituídos desde o Baptismo como filhos adoptivos, ao sermos inseridos no Corpo de Cristo. São Paulo exorta Tito a procurar e servir a Deus, a renunciar, por isso, à impiedade de viver afastado do Seu Amor, a crescer na temperança, na justiça e na piedade, tudo em virtude da acção da misericórdia de Deus.
No Baptismo de Cristo vemos em Lucas que Jesus é baptizado juntamento com o Povo, sinal de que lhe pertence a Ele desde então. Neste pequeno momento vemos toda a Santíssima Trindade presente, que nos revela o mistério de amor que a habita: o Pai confirma o Filho na sua identidade e missão mediante o Espírito Santo. É na presença de Jesus que o céu se abre, sinal de que Deus fala agora não apenas a um escolhido, mas a todo o Povo, multidão de filhos adoptivos. Veremos posteriormente como Santo Estêvão verá igualmente o céu aberto no momento do seu martírio.
É evidente que o Baptismo é momento de graça de Deus, eleição humana e amor incondicional; ver a essência do cristianismo como moralismo ou um conjunto de obrigações, é não compreender a raiz da fé cristã.

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