Saturday, 18 October 2025

Oração é vida

 



DOMINGO XXIX DO TEMPO COMUM


L1: Ex 17, 8-13; Sal 120 (121), 1-2. 3-4. 5-6. 7-8
L2: 2 Tim 3, 14 – 4, 2
Ev: Lc 18, 1-8 

 

A liturgia da Palavra deste domingo convida-nos a refletir sobre a oração e a sua importância na nossa vida de todos os dias.

1. Rezar nas dificuldades e com os outros

A primeira leitura, do livro do Êxodo, apresenta-nos o combate entre Israel e os amalecitas, um combate pela sobrevivência. Enquanto Josué está no campo de batalha, Moisés sobe à montanha — lugar do encontro com Deus — e coloca nas mãos de Deus a vida do seu povo.
Esta imagem mostra-nos algo essencial: a oração não é um passatempo nem uma ocupação dos tempos livres. É condição de vida, é o que dá sentido e direção ao que fazemos. Rezar é confiar que a nossa vida não depende apenas das nossas forças, mas também da ação de Deus. É um ato de entrega e de fé.

2. Nunca rezamos sozinhos

O texto é muito bonito na imagem dos braços de Moisés. Quando ele se cansava, Aarão e Hur seguravam-lhe os braços para que a oração não cessasse. Assim é também connosco: precisamos de rezar uns pelos outros, sobretudo quando o peso da vida é grande e as palavras nos faltam. Todos, em algum momento, precisamos de quem nos ajude a manter os braços levantados — pessoas que nos sustentam na oração e na esperança.

3. Rezar para guardar a fé

No Evangelho, Jesus apresenta a parábola da viúva que insiste com o juiz injusto até ser atendida. Com isto, mostra-nos o valor da persistência e da confiança. A oração não serve apenas para pedir, mas para guardar a fé — isto é, acreditar que Deus está connosco, mesmo quando não vemos logo resultados.

Rezar é permanecer fiéis ao bem e à verdade, mesmo quando parece difícil. É encontrar sentido no meio das provações, sabendo que o fruto da oração é o dom do Espírito Santo — o dom que nos une a Deus e nos faz viver do seu amor.

4. Tempo e formas de oração

É comum ouvirmos dizer que “não há tempo para rezar”. Mas rezar é parte da vida, não algo fora dela. Mesmo quando o silêncio custa, quando parece que Deus não responde, ou quando não temos vontade — é precisamente nesses momentos que a oração é mais necessária.
Rezar é abrir o coração a Deus com sinceridade: dizer o que sentimos, o que queremos, o que sonhamos. É pedir o Espírito Santo para iluminar as decisões que tomamos.
E é também importante rezarmos juntos. Como o mundo seria diferente se as famílias, os amigos e os esposos rezassem juntos! Quantas guerras, divisões e dores se poderiam resolver de outra maneira!

A oração comunitária — como a Missa, a oração familiar, a partilha da Palavra ou o simples terço — são formas concretas de fortalecer a fé.

No meio das dificuldades, não fujamos destes meios que a Igreja, nossa Mãe, nos oferece para vivermos em comunhão com Deus, sabendo pedir e agradecer.

 

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