DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM
L1: Hab 1, 2-3; 2, 2-4; Sal 94 (95), 1-2. 6-7. 8-9
L2: 2 Tim 1, 6-8. 13-14
Ev: Lc 17, 5-10
As leituras deste domingo
colocam-nos diante da nossa vida de fé. A fé não é apenas um sentimento
religioso, mas algo precioso, capaz de transformar profundamente a nossa vida e
a forma como estamos no mundo. É sempre uma resposta ao amor de Deus; e ao amor
responde-se com amor.
Podemos sublinhar três dimensões que emergem da liturgia deste domingo:
1. A fé ensina-nos a confiar
Na primeira leitura, o profeta
Habacuc vive um tempo de sofrimento, cheio de problemas e de pessoas que se
afastam de Deus. Nesse contexto, Deus revela-se ao profeta e mostra-lhe o
caminho da vida: não se deixar vencer pelo mal, nem desanimar nas dificuldades.
Pelo contrário, convida-o a apoiar-se em Deus e a acreditar na força do bem e
da fidelidade. Também nós, tantas vezes, somos tentados a agir por motivos
menos bons; mas quem se deixa transformar pelo amor de Deus procura sempre a
sabedoria e a fidelidade ao bem.
No Evangelho, os discípulos pedem
a Jesus que lhes aumente a fé, pois sentem a dureza da missão e a possibilidade
da perseguição. Mas Jesus responde de forma surpreendente: não se trata de
quantidade, mas de qualidade. E usa a imagem do grão de mostarda: tão pequeno
e, no entanto, cheio de vida. Assim é a fé: constrói-se nos passos pequenos,
mas firmes; nos gestos discretos, silenciosos, que muitas vezes passam
despercebidos, mas onde o amor germina e cresce.
Na segunda leitura, São Paulo
escreve a Timóteo para o animar a não ter medo. Diz-lhe que a fé se traduz em
fortaleza, caridade e moderação. Ou seja, não pode ficar escondida, mas deve
tornar-se visível em testemunho, mesmo no meio das dificuldades. A fé pede
coragem para dar a cara pelo amor de Deus.

No comments:
Post a Comment