Friday, 16 June 2023

Capazes de compaixão




DOMINGO XI DO TEMPO COMUM


L 1 Ex 19, 2-6a; Sl 99 (100), 2. 3. 5
L 2 Rm 5, 6-11
Ev Mt 9, 36 – 10, 8 

A liturgia deste Domingo apresenta-nos um Deus cheio de misericórdia, num estilo que se coloca em caminho e que nos chama e enviar a ser suas testemunhas. É desde núcleo de misericórdia que se entende a primeira leitura que ouvimos. Nela se apresenta um rosto de Deus que se apresenta como companheiro da humanidade, que convida o Povo a reconhecer os sinais da sua presença no seu caminho de libertação. O povo salvo é o povo chamado a guardar a fidelidade a Deus, a qual tantas vezes não é respeitada nem cuidada. Mas é feita uma nota importante: este povo de sacerdotes, como diz o texto, significa que cada este não é um povo massificado, mas uma comunhão de rostos e vidas distintos. 

A Carta aos Romanos permite continuar esta ideia, ao apresentar a entrega de Jesus como expressão de misericórdia por todos, a qual não se apresenta como dependente da bondade do Povo, mas precisamente como resgate para fazer a humanidade viver na participação da vida divina. 

É este amor que vemos na pessoa de Jesus Cristo, como sinal de um amor faz mexer as entranhas de Deus. É por causa deste amor que os apóstolos são enviados com os mesmos poderes e autoridade de Jesus. Autoridade que lhe vem da sua condição de Filho de Deus. É aqui que radica a missão da Igreja que envia os sucessores dos apóstolos e seus colaboradores diretos a continuarem os gestos de Jesus, seja sacramentalmente, seja com a vida. Mas também envia cada cristão, após receber a misericórdia divina, a cuidar e acolher aqueles que sofrem; e não raras vezes, também no nosso sofrimento, podemos acolher e ajudar os nossos irmãos, com a entrega consciente e decidida da nossa vida. 



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