DOMINGO IX DO TEMPO COMUM – SANTÍSSIMA TRINDADE
SOLENIDADE
L 1 Ex 34, 4b-6. 8-9; Sl Dn 3, 52.53-54.55acd-56
L 2 2Cor 13, 11-13
Ev Jo 3, 16-18
A celebração do Domingo da Santíssima Trindade leva-nos a entrar no Mistério de Deus, o qual na Sagrada Escritura se apresenta sempre como Amor que salva, cria e sustenta. Trata-se de um absoluto dom, pelo qual somos feitos participantes pela fé. Assim nos aponta a primeira leitura, onde Deus toma a iniciativa de ficar junto de Moisés, e onde este proclama as grandes características do nosso Deus: clemente, compassivo, cheio de misericórdia e fidelidade, o que faz gerar a atitude de adoração como expressão de amor. De facto, o amor pede amor.
O nosso Deus é mistério de amor incondicional; se não fosse incondicional, não seria amor; e se não fosse amor, não seria Deus. Esta consciência é por isso tão presente na Igreja nascente, como notamos na Segunda Carta aos Coríntios, em que Paulo expressa a identidade de Deus a partir de uma íntima unidade relacional, mas em que cada Pessoa da Santíssima Trindade tem uma identidade diferente: a graça de Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo; graça que expressa o movimento de entrega de Deus à humanidade, presente em Jesus; amor do Pai como autor de todo o dom que sustente e cria continuamente e a comunhão do Espírito Santo, como Aquele que substancia a comunhão no Mistério de Deus e que nos incorpora nesse mistério.
Para entrar neste mistério é necessária a fé, a qual já é necessária na vida humana. Sem fé, sem acreditar no outro não é possível entrar em comunhão com ele. Algo de semelhante se passa em Deus; todavia, aqui é o próprio Deus que toma a iniciativa e derrama no nosso coração, desde a criação, o desejo de o conhecermos.
Compreender Deus como Mistério de Amor não é apenas uma realidade íntima. É tomar consciência de que a criação tem precisamente a mesma marca e que apenas se realiza na comunhão, no amor e na paz. Procuremos pela fé, e pelo bem de todos e tudo, sintonizar neste amor.

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