DOMINGO X DO TEMPO COMUM
L 1 Os 6, 3b-6; Sl 49 (50), 1 e 8. 12-13. 14-15
L 2 Rm 4, 18-25
Ev Mt 9, 9-13
A liturgia deste Domingo coloca-nos diante de Jesus como médico divino, que olha para os últimos da sociedade, para aqueles que todos desprezam, e que se apresenta como cheio de misericórdia. A misericórdia, tesouro já presente no Antigo Testamento, encontra no profeta Oseias um dos seus expoentes. O profeta Oseias vive num tempo de grandes assimetrias sociais e esforça-se por denunciar a infidelidade do Povo numa religião superficial e ritos vazios, para o encaminhar para viver na misericórdia, chave para um verdadeiro conhecimento de Deus. Por isso, estes valem sempre muito mais que sacrifícios e holocaustos que não envolvam o coração nem a vida. Para se cumprir isto, vemos como o profeta coloca o lugar da Palavra de Deus.
Para viver assim é necessário colocar o "coração no prego", ou seja, viver da fé, a qual suporta a esperança. Só assim se pode partir sem mais nada esperando que os dons de dons se enraízem e frutifiquem.
A vocação cristã, de povo de batizados e redimidos, enraíza-se neste chamamento primeiro, feito diretamente ao mais profundo da nossa dignidade humana. Ninguém é chamado por ser melhor, conforme nos mostra a história de Mateus, mas sobretudo chamado por amor, para viver na intimidade de Jesus Cristo: à volta da MESA na mesma CASA.
Outra lógica importante deste episódio é a festa. Só aqueles que foram salvos, foram tocados e acolhidos foram mesmo capazes de fazer festa. Assim, os fariseus ficam de fora e os discípulos parecem ficar hesitantes, talvez como meio para nos interpelar: vamos participar da festa ou ficamos de fora?

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