SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO
L 1 Dt 8, 2-3. 14b-16a; Sl 147, 12-13. 14-15. 19-20
L 2 1Cor 10, 16-17
Ev Jo 6, 51-58
A Igreja celebra neste Dia a Solenidade do Corpo e Sangue de Jesus. Nesta celebração, contemplamos como Deus se faz companheiro e salvador da humanidade, caminhando com o Seu povo pelo deserto e sustentando-o com o maná, o pão que desceu do céu. Nesta imagem, vemos como o amor de Deus cuida do Povo e como é fácil para o Povo esquecer-se deste, temática central do livro de Deuteronómio.
No Evangelho Jesus apresenta-se como o novo Pão do Céu, que vem para dar vida. A Eucaristia apresenta-se por isso como o caminho pelo qual entramos na comunhão de vida com Jesus, a mesma comunhão que liga Jesus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Aqui a lógica que vemos para os alimentos que nos sustentam e integram é invertida. Esta comunhão faz-nos pertença de Cristo e somos meus membros, membros do Seu Corpo que é a Igreja.
Reparemos que os elementos do pão e do vinho que se tornam Corpo e Sangue de Jesus nos apontam para a sua vida - o pão - e a sua morte violenta - o sangue derramado. Cada vez que celebramos Eucaristia atualizamos na nossa vida a vida e a morte de Jesus, a sua entrega até ao final, aquele que por isso nos faz viver da mesma seiva.
Por isso a Eucaristia não nos une só a Deus, mas também a todos aqueles que celebramos a Eucaristia. Todos os que partilham o mesmo pão, formam um só corpo; por isso, a Igreja desde o seu início afirma que não é possível celebrar a Eucaristia e andar de costas voltadas com os nossos irmãos, por que se contradiz o próprio sacrifício de Cristo.
Também a Eucaristia não é apenas mais uma oração como outra. A Eucaristia por ser a atualização da vida de Cristo, é grande dom que nos é dado para o nosso caminho; todas as outras formas de oração se orientam para a Eucaristia. Deixemos que agora fale Francisco de Assis sobre a Eucaristia:
«Que o homem todo se espante,
que o mundo todo trema, que o céu exulte,
quando sobre o altar, nas mãos do sacerdote,
está presente Cristo, o Filho de Deus vivo!
Oh! grandeza admirável, oh! condescendência assombrosa!
Oh! humildade sublime, oh! sublimidade humilde,
que o Senhor de todo o universo, Deus e Filho de Deus,
se humilde a ponto de se esconder, para nossa salvação,
nas aparências de um bocado de pão.
Vede, irmãos, a humildade de Deus
e derramai diante dele os vossos corações;
humilhai-vos também vós, para que ele vos exalte.
Em conclusão: nada de vós mesmos retenhais para vós,
a fim de que totalmente vos possua
Aquele que totalmente a vós se dá».

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