DOMINGO II DO TEMPO COMUM
L 1: Is 49, 3. 5-6; Sl 39 (40), 2 e 4ab. 7-8a. 8b-9. 10-11ab
L 2: 1Cor 1, 1-3
Ev: Jo 1, 29-34
Celebramos este domingo com o Evangelho a colocar novamente diante de nós a figura de João Batista. O Evangelho segundo São João insiste num dos seus temas fundamentais: o testemunho. Esta palavra vem do grego martyria, de onde nasce também a palavra mártir. Testemunhar é dar a vida pelo que se viu, ouviu e experimentou.
O testemunho
João Batista apresenta Jesus não a partir de uma ideia abstrata, mas daquilo que viu e da sua experiência pessoal de Deus. Ele aponta Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, como o Filho de Deus sobre quem repousa o Espírito Santo. João testemunha a partir de uma relação cultivada com Deus e reconhece em Jesus o Messias esperado.
Este Messias é caminho de salvação: faz-Se Cordeiro, Filho, Servo e Pão. Tudo isto corresponde àquilo que o profeta Isaías já tinha anunciado: Ele é luz das nações e salvação para todos os povos. Também São Paulo nos fala deste Cristo que santifica e transforma todos os que invocam o seu nome.
Chamados à santidade
Na segunda leitura, São Paulo dirige-se à comunidade de Corinto com a consciência clara de ter sido chamado a ser apóstolo, e recorda também à comunidade que foi santificada por Deus e chamada à santidade. Mais uma vez, somos remetidos para a ação de Cristo na nossa vida, ação que deve ser reconhecida e agradecida.
Somos chamados à santidade porque fomos salvos por Jesus Cristo, e esta santidade é possível na nossa vida concreta. Por vezes, podemos ser tentados a pensar que a santidade não é para nós, devido às dificuldades da vida ou à nossa fragilidade. Mas São Paulo é claro: os cristãos são aqueles que invocam o nome do Senhor Jesus. Cada cristão vive com a consciência de ser tocado por Cristo e de ter a sua vida sustentada pela misericórdia de Deus.
Vida de oração e comunidade
Por fim, a vida de oração é fundamental para a vida cristã. Vivemos tempos de grande correria, com muitas solicitações que disputam a nossa atenção. No entanto, precisamos de tempo para rezar, para deixar que Jesus Cristo seja luz na nossa vida e o Cordeiro de Deus que nos transforma.
Sem a oração, corremos o risco de não fazer a experiência do perdão de Deus e de perdermos a capacidade de olhar a nossa própria vida com verdade. E quando isso acontece, afastamo-nos da santidade, que nunca é apenas uma realidade individual, mas diz respeito à forma como vivemos em comunidade, como nos relacionamos com os outros e como estamos atentos àqueles que caminham ao nosso lado.
Que a nossa fé seja sempre testemunho vivo, experiência acolhida e partilhada, e que Jesus Cristo seja a Pedra Angular sobre a qual apoiamos toda a nossa vida.

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