DOMINGO IV DO TEMPO COMUM
L 1: Sf 2, 3; 3, 12-13; Sl 145 (146), 7. 8-9a. 9bc-10
L 2: 1Cor 1, 26-31
Ev: Mt 5, 1-12a
Bem-aventuranças
Bem-aventuranças,
chamados felizes. O caminho dos abençoados não se coloca na abundância. Não se
trata sobretudo dos bens que se possuem, numa relação com o ter muito ou pouco,
mas sim da atitude com que vivemos e de como vivemos. Na mentalidade da língua
hebraica, os bem-aventurados são os que abrem caminho, os pioneiros, os que, no
meio da vida, introduzem caminhos novos (’ashrê).
A misericórdia
No centro
do caminho das bem-aventuranças está a misericórdia, à imagem de Deus. A
palavra misericórdia tem a sua raiz no grego, num verbo que tem a ver com a
capacidade de ver com atenção e de se compadecer diante dos que atravessam
dificuldades. As bem-aventuranças articulam diante de nós duas atitudes: a da
pobreza e a da bondade. Este texto promete, no início e no fim, a posse do
Reino de Deus, isto é, viver a experiência de Deus como Pai. E é na
inconformidade com aquilo que se vive e na ação de cada dia que a misericórdia
se vai concretizando.
A começar com cada um de nós
Esta
misericórdia é também para nós. Mesmo no meio das nossas dificuldades, é muito
importante aceitar ajuda como sinal da misericórdia de que precisamos; é também
assim que a exercemos com os outros. Deus escolhe-nos, mesmo com os nossos
limites. E Paulo recorda isso aos Coríntios: eles são chamados não pelas suas
grandes capacidades ou riquezas, mas pelo amor gratuito de Jesus Cristo, que os
santifica. Não é vergonha reconhecer que se precisa de ajuda, pois esta é a
forma como Deus age connosco.
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